Parte da equipe brasileira de atletismo no CT La Loma, em aclimatação para o Pan de Guadalajara. Foto: Wander Roberto/Inovafoto/COB
Ricardo D’Angelo, chefe da equipe de técnicos da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), diz que a equipe deverá ficar alojada no centro de treinamento do Crystal Palace de Londres, mesmo durante a Olimpíada 2012, abrindo mão de ficar na Vila dos Atletas.
- Essa é a minha preferência, pelo menos. A Vila é muito dispersa. E o próprio COB [Comitê Olímpico Brasileiro] já ofereceu alimentação e transporte, se a gente ficar no Crystal Palace.
Melhor Pan do atletismo
Dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara – onde o atletismo conseguiu 23 medalhas, dez delas de ouro, no melhor desempenho em 60 anos de história – já foi feita uma avaliação, como parte para o planejamento à Olimpíada de Londres 2012. E também para a Olimpíada do Rio de Janeiro 2016, que requer trabalho paralelo.
- Nossas expectativas eram por medalhas no meio-fundo e fundo, o que de fato aconteceu. E não tantas na velocidade e lançamentos. Sim, podemos dizer que a velocidade ficou acima do que estávamos esperando, com as medalhas nos três.
O Brasil foi ouro no 4 x 100 m, no feminino e no masculino, prata no 4 x 400 m feminino – o 4 x 400 m masculino não competiu.
- Além das medalhas, é preciso ressaltar que, além das medalhas, as marcas das nossas provas de velocidade foram boas. A Ana Cláudia Lemos está entre as 20 do mundo hoje.
No primeiro semestre de 2012, haverá os meetings do Brasil em maio, o Troféu Brasil em junho. Depois, competições na Europa.
Trabalhando com 2012 e 2016
Para a Olimpíada de Londres 2012, a projeção de Ricardo D’Angelo é de que o atletismo brasileiro fique próximo do que apresentou no Mundial de Daegu, Coreia do sul, entre agosto/setembro. Seria de medalhas de Fabiana Murer, no salto com vara, de Maurren Maggi, no salto em distância, de Marílson dos Santos, da maratona, do revezamento 4×100 m masculino. Mais finalistas como a velocista Ana Cláudia Lemos, a saltadora Keila Costa, o meio-fundista Kléberson Davide.
- Agora, temos uma boa geração para a Olimpíada do Rio de janeiro 2012, de nascidos entre 1987-1990, que ainda estão se desenvolvendo e já estão com bons resultados na categoria sub-23. São marcas expressivas.
A Rede Record transmitiu os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara com exclusividade para a televisão aberta, ao lado da Record News. OR7 fez transmissões ao vivo das competições e uma cobertura completa dos eventos.
A emissora também mostrará a Olimpíada de Londres 2012 com exclusividade na TV aberta brasileira, e também pela internet. A Record detém ainda os direitos de transmissão dos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015 e de 2019, além da Olimpíada do Rio de Janeiro 2016.